No Brasil, a preocupação com o atendimento educacional para as pessoas com altas habilidades/superdotação existe desde 1929, quando a professora de origem russa, Helena Antipoff, estudiosa dos aspectos da inteligência humana, chamava a atenção para a necessidade de se identificar os superdotados e prestar “serviços educacionais especializados aos alunos que se destacassem por suas habilidades e talentos especiais” (Alencar e Fleith, 2001). Sob orientação de Antipoff, em 1945, um grupo de alunos com potencial superior reunia-se no Instituto Pestalozzi do Brasil, no Rio de Janeiro, para realizarem estudos nas suas áreas de habilidade. Em 1962 a professora Helena iniciou um atendimento ao aluno bem dotado na zona rural de Minas Gerais. Este atendimento foi continuado por Daniel Antipoff, filho da professora Helena, até seu falecimento em 2005, sendo continuado por representantes da família. Segundo Alencar e Fleith (2001), foi criado em 1973 o Centro Nacional de Educação Especial – CENESP, que passou a dar apoio às questões referentes a superdotação e altas habilidades em todo o país, inclusive realizando seminários na área. Em 1978 foi criada a Associação Brasileira para Superdotados e, novas ações e seminários foram realizados desde então. Já em 1987, foi publicado o documento “A Hora do Superdotado: Uma Proposta do Conselho Federal de Educação” apresentando, segundo Alencar e Fleith (2001), princípios básicos da educação especial e orientações sobre procedimentos de identificação e sugestões de programas de atendimento aos superdotados, além de uma proposta de definição de superdotação para o país. Em 1995, a Secretaria de Educação Especial do Ministério da Educação publicou as políticas federais e as diretrizes para a educação do aluno com de altas habilidades. Com a aprovação da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional em 1996 – Lei nº 9.393 de 20 de dezembro de 1996 – e com a aprovação do Plano Nacional de Educação em 2001, este atendimento foi reconhecido legalmente. Algumas iniciativas da rede públicas e privadas de ensino vêm sendo implementadas em vários estados. As pesquisas mostram que alguns estados vêm se destacando neste sentido, como o Distrito Federal que tem um programa de atendimento funcionando desde 1977 (Maia-Pinto e Fleith, 2004). Segundo Alencar e Fleith (2001), estados como Espírito Santo, Goiás, Minas Gerais, Pará, Piauí, Rio Grande do Sul e Rondônia contam com programas de iniciativa pública e privada implementados para atender alunos que se destacam nas áreas intelectual e acadêmica. Outros estados como Amazonas, Distrito Federal, Minas Gerais, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e São Paulo, possuem programas implementados por iniciativas particulares. Referências: Alencar, E. M. L. S. & Fleith, D. S. (2001). Superdotados: determinantes, educação e ajustamento. São Paulo: EPU.MAIA-PINTO, R. R.; FLEITH, D. S. (2004). Avaliação das Atividades e Clima de Sala de Aula Implementados na Educação de Alunos Superdotados. Psicologia Escolar e Educacional, 55-77. Fonte: Ministério da Educação | |
| Atualizado em ( 30-Jan-2008 ) |
Fique por dentro...
segunda-feira, 13 de dezembro de 2010
Evolução da Educação do Aluno com Altas Habilidades / Superdotação
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Nenhum comentário:
Postar um comentário